sábado, 8 de novembro de 2008

Tarde de tênis

Passei esse sábado em casa e resolvi assistir aos jogos de tênis que estão passando na BandSports e no Sportv. No primeiro, a atração é o Masters Feminino, em Doha, no segundo a Copa Petrobrás.

No Masters, primeiro jogaram Elena Dementieva e Vera Zvonareva. Sim, é o Masters e, mais ainda, uma semifinal. Dementieva joga muito tênis, mas o saque, como já é lugar comum, é horroroso. E ele melhorou bastante. Zvonareva venceu em três sets. O jogo foi tão bom que dei uma bela cochilada no meio dele.

A outra semifinal, que acabou agorinha, foi entre Venus Williams e Jelena Jankovic. Essa partida foi mais interessante. Não assisti ela inteira, mas houveram bons momentos, mas fica claro que Venus está acima da concorrência. Isso é preocupante para o tênis, pois a americana, algum tempo atrás, era dada como ultrapassada.

O último game, com Jankovic sacando, foi emblemático da atual WTA. Muitos erros, duplas faltas, pontos mal jogados, etc.

Pela Copa Petrobrás assisti Thomaz Bellucci contra Paul Capdeville. Continuo me perguntando o que o brasileiro faz no torneio. Ele está em um nível bem acima do nível challenger, principalmente no saibro. O grande problema são os apagões mentais que ele sofre. Hoje foi um belo exemplo disso.

Depois de fechar o primeiro set por 6/3 e abrir 3/0 no segundo, Thomaz teve um apagão, errou 7 bolas não-forçadas e permitiu que Capdeville vencesse 2 games. Aí sentou, colocou a cabeça no lugar e venceu por 6/2.

Daqui a pouco vai começar Peter Luczak contra Adrian Garcia, mas aí é dose para mamute.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O saque





Como o Túlio disse que posso usar e abusar das fotos...

Aí estão fotos de diferentes momentos do saque.

Os "modelos" são Tommy Robredo, Carlos Moya, Juan Martin Del Potro e Nikolay Davydenko.

Detalhes interessantes: A famosa pronação no saque de Robredo, a "espada do He-Man" no saque do Davydenko.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Masters Cup

É pessoal, ta complicado escrever às terças e quintas. Dei uma modificada no meu horário e agora nesses dias entro às 7 da manhã e só saio às 10 da noite. Ou seja, atualizar o blog nesses dias vai ficar um pouco menos freqüente, mas juro que vou tentar.

Até que meu futuro como adivinho não seria tão miserável. A alguns posts atrás, falamos sobre as surpresas que sempre aparecem no final do ano, nos Masters Series de Madrid e Paris.

Minhas fichas foram para Jo-Wilfred Tsonga e David Nalbandian. Em Madrid errei por muito, mas em compensação em Paris... O tiro foi na mosca!

Com o título em Paris, Tsonga se classificou para a Masters Cup, onde estará no grupo de Novak Djokovic, Nikolay Davydenko e Juan Martin Del Potro.

Minhas apostas para esse grupo São o próprio Tsonga e Davydenko, que elevou seu nível de jogo nas últimas semanas. Djokovic vem apresentando um tênis bem abaixo do esperado desde a metade da temporada de saibro e Del Potro parece ter virado o fio, depois de um segundo semestre brilhante.

Na outra chave estão Roger Federer, Andy Murray, Andy Roddick e Gilles Simon. No meu ponto de vista essa chave contém os dois maiores postulantes ao título: Andy Murray e Roger Federer, exatamente nessa ordem.

Cabe ressaltar no entanto, que Roddick e Simon já venceram Federer na temporada, o que pode criar alguma dificuldade para o suíço, o que não acredito muito.

Se por um lado Federer e Murray estão na mesma chave, por outro isso evita que os dois se enfrentem nas semifinais, o que deixa totalmente aberto o caminho para uma final entre ambos.

E vocês, o que apostam?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Pré-temporada

A alguns posts atrás, mais exatamente aqui (http://surfandonosaibro.blogspot.com/2008/09/thomaz-bellucci.html), falamos sobre o calendário escolhido por Thomaz Bellucci para o final de temporada. Fui enfático ao dizer que aprovava suas aventuras por ATP’s de quadras duras, mesmo sabendo que resultados positivos seriam complicados de aparecer.

Muito me surpreendeu (e decepcionou) a presença de Bellucci no Masters da Copa Petrobras, que está sendo realizado em Santiago. Mesmo sabendo que o evento é patrocinado pela Koch Tavares, que agencia a carreira do paulista, não dá para entender qual seria o ponto positivo dessa participação, visto que seu treinador, Leonardo Azevedo, havia afirmado que terminaria o ano cedo para fazer uma boa e longa pré-temporada para 2009.

Aqui abro um parêntese para falar um pouco de periodização de treinamento. Tentarei ser breve, mas é importante saber alguns detalhes. Antigamente, na década de 60, o então soviético Lev Paviloviti Matveiev, lançou um modelo de periodização de treinamento para os atletas olímpicos da extinta União Soviética. Esse modelo busca um ou dois picos de performance por temporada.

Obviamente esse modelo ficou no passado, visto que qualquer atleta dos dias atuais tem muito mais que uma ou duas competições importantes por temporada.

Não temos os dados dos principais tenistas, mas por pura observação ao longo dos anos, podemos dizer que Roger Federer, por exemplo, tem picos no Australian Open, em Roland Garros / Wimbledon (são muito próximos), no US Open e na Masters Cup. Reparem que seus resultados nos Masters Series de quadra dura no início do ano (entre AO e RG) são bem piores do que no meio do ano, em Cincinnatti e no Canadá, que são pouco antes do US Open. Já em Madrid e Paris seus resultados também ficam abaixo.

Nadal, por exemplo, joga incrivelmente bem da temporada de saibro até Wimbledon. Nalbandian tem seus melhores resultados no final do ano e por aí vai.

Como se monta uma periodização de treinamento nos moldes atuais? O primeiro passo é criar um macro-ciclo de treinamento (normalmente uma temporada). Depois disso, seleciona-se quais são os momentos onde o atleta deve estar no topo da performance. Feito isso, divide-se o macro-ciclo em meso-ciclos com objetivos definidos (cada meso-ciclo culmina com um pico de performance). Após definir esses parâmetros, monta-se um micro-ciclo semanal de trabalho onde cada semana tem um objetivo a ser alançado.

Explicado isso, Eu vou sugerir um calendário que acho ideal para Bellucci em 2009. Longe de querer criticar diretamente sua equipe de trabalho, mas ao meu ver, seria um modo diferente de se encarar essa fase de transição que o paulista vai passar.

Thomaz jogou o challenger de Buenos Aires sendo eliminado dia 24 de outubro. Daí, seriam duas semanas de férias totais do tênis, até dia 8. Ou seja, ir a Santiago somente para curtir a noite em Vitacura, no Las Urracas.

De 10 a 29 de novembro entraria a fase basal, onde Thomaz deveria treinar a parte física, dando ênfase à valência de agilidade, algo que ele tem maior dificuldade, além de claro, treinar força, resistência e potência. Não vou entrar em detalhes de como fazer esse trabalho, mas tem uns bons vídeos no blog do argentino Martin Vassallo-Arguello.

As três primeiras semanas de dezembro, até dia 20, seriam dedicadas a um trabalho técnico-tático, que no começo obviamente ficaria prejudicado pela carga alta de trabalho das semanas anteriores.

A partir daí, duas semanas de polimento e estréia no Aberto de São Paulo, onde acho que seria a melhor opção para início de temporada visando o Australian Open.

Ah, os picos de performance na temporada...

Para um jogador em fase de transição é complicado fazer um planejamento de um ano. Eu faria de seis meses. O primeiro pico seria na Gira sul-americana de saibro e o segundo em Roland Garros.

Bem, desculpem o texto longo. Fica aí a sugestão para a equipe de Thomaz.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vaidisova e Tsonga





Como percebi que fotos fazem sucesso por aqui, resolvi postar mais algumas exclusivas tiradas pelo Túlio no US Open.

Primeiro, posto as fotos de Nicole Vaidisova, noiva do "belo" Radek Stepanek. O que será que ela viu nele?

Depois duas fotos da sensação do momento, o francês, Jo-Wilfred Tsonga.

Em uma vemos ele voleando. Apesar do pé não estar tão a frente (provavelmente pela velocidade da bola), percebam como o braço está totalmente estendido a frente do corpo.

Na outra, percebam a perfeita preparação da esquerda. Detalhes para o pé direito dele, tocando o solo no momento perfeito.

domingo, 2 de novembro de 2008

Fases do aprendizado

Em um post anterior, nosso amigo Sérgio comentou sobre os vícios de alguns jogadores, de final de semana ou não. Isso me deu uma idéia de escrever sobre a idade ideal para se começar a jogar tênis.

A maioria dos jogadores tops, teve o primeiro contato com o tênis entre os 4 e 5 anos, mas daí a dizer que começaram a “jogar” com essa idade é pura ilusão.

Sempre que sou procurado por pais querendo que os filhos joguem tênis, essa pergunta vem a tona. Qual seria a idade ideal. Não existe idade ideal. Já tive alunos com 2 anos de idade.

Porém, temos que ter a consciência de que com essa idade, não ensinamos o tênis como desporto. Nosso objetivo é puramente de auxiliar no desenvolvimento motor da criança. Não se pode imaginar um indivíduo dessa idade jogando como os adultos. Os exercícios são todos voltados para o conhecimento do próprio corpo, da relação do olho com o a bola e do contato com um implemento, que no caso é a raquete.

Numa fase seguinte, por volta dos 4, 5 anos, o objetivo muda um pouco. Ainda se trabalha basicamente coordenação motora, mas já se usa muito mais raquete e bolinha simultaneamente. Inicia-se assim o mini-tênis.

E aqueles que só vão começar depois disso? Bem, até os 9, 10 anos, o objetivo ainda é totalmente lúdico, mas passamos a moldar o movimento biomecanicamente correto.

Depois disso, com certeza todo praticante trará algum vício. Transferências de outros esportes sempre estarão presentes. Atualmente estou com um aluno que parece estar jogando tênis de mesa dentro da quadra. Cotovelo flexionado, postura cifótica...

Dá para corrigir? Sim, é possível, mas sempre ficará algo que a pessoa no momento da “guerra" vai acabar fazendo.

Em um próximo post falo sobre os vícios mais comuns e alguns bons exercícios para corrigir. Se eu demorar muito para falar sobre isso me cobrem!

sábado, 1 de novembro de 2008

Federer x Nadal ou Nadal x Federer

Um dos temas mais recorrentes do tênis atual é a rivalidade entre o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal. Torcedores de um e de outro se comportam como verdadeiros torcedores de time de futebol, o que por um lado aumenta o interesse pelo esporte e pelo outro transforma em ódio algo que de forma alguma se justifica.

Meu objetivo hoje aqui vai ser traçar o perfil da maior parte dos torcedores de um e de outro tenista. Vamos começar pelo atual número um do mundo, Rafael Nadal.

Nadal, por sua garra e força mental, costuma ter a simpatia da garotada que está começando a jogar tênis. Torna-se então, exemplo de dedicação e empenho, o que é muito positivo.

Já Federer é mais admirado pelos mais velhos e por aqueles que já jogam tênis a mais tempo. Seu principal atributo é a plasticidade do seu jogo.

Dificilmente veremos um professor torcendo por Nadal, exatamente pelo espanhol apresentar um estilo de jogo pouco ortodoxo de bater na bolinha. Por outro lado, é normal que a maioria dos brasileiros tenha admiração pelo espanhol, pelo seu sangue latino e por suas principais conquistas terem sido conquistada no saibro, onde Guga também brilhou.

O único ponto inaceitável é o fato de observarmos na internet um ódio mútuo entre os torcedores. Nas comunidades do Federer não se pode falar bem de Nadal e vice-versa. O suíço e o espanhol se dão bem e trocam elogios públicos, o que mostra que a atitude de ódio é completamente desproporcional.

Independente de quem seja nosso favorito, devemos saber que ambos são excelentes jogadores e terão seu nome gravado na história. Torcer é importante, mas sempre respeitando o adversário. O tênis é um esporte onde se aprende muito tanto na vitória quanto na derrota.

Ah, antes que perguntem, sempre torci para o Federer.