sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Tá esquentando
Na primeira partida o argentino Del Potro, grande candidato a surpresa na temporada, sofreu para bater Gilles Muller, de Luxemburgo, jogador com um saque muito bom e que adora se aproximar da rede, por 6/7 (5); 7/5; 6/3; 7/5.
Del Potro mostrou que apesar de gostar de bater forte em todas as bolas pode vencer usando a inteligência, esperando os momentos certos para aproveitar as chances. O momento decisivo do jogo foi o início do segundo set, quando Muller teve oportunidades de estar uma quebra a frente. O argentino chegou a sair de si, mas recuperou-se, fechou todas as portas e deu o passo fundamental para as oitavas de final, onde fará um jogo que no futuro tem tudo para ser um clássico, contra o croata Marin Cilic.
A outra partida que assisti foi entre Roger Federer e Marat Safin. Esperava que o suíço vencesse em quatro sets, tendo problema nos dois primeiros, antes do russo perder a cabeça e entregar a partida. Passei longe nessa previsão.
Federer foi totalmente dominante, principalmente nos dois primeiros sets, quando marcou 6/3 e 6/2, sem ceder sequer um break-point para Safin. No terceiro o suíço diminuiu o ritmo e no tie-break quase permitiu a virada do russo, mas acabou vencendo por 7/5, com uma sensacional passada de esquerda.
Foi importante ver que Federer melhorou muito em dois aspectos que vinham sendo seu calcanhar de aquiles em 2008. O footwork e principalmente a devolução de saque, que está mais profunda.
Nas oitavas Federer enfrenta o tcheco Thomas Berdych e deve vencer, visto que ganhou as últimas sete partidas contra o adversário. Os outros jogos desse lado da chave serão muito interessantes. Andy Roddick x Tommy Robredo, Marcos Baghdatis x Novak Djokovic e Del Potro x Cilic.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Venus Williams e a força de um nome
Lays é, segundo ela, formada em Publicidade em 2007, atualmente estudante de Jornalismo. Estagiária em uma rádio e buscando crescer cada vez mais na vida, ainda estou no começo. Amante de tênis e a pior jogadora que a própria já viu. Acompanha tênis, principalmente os torneios da WTA, desde 2007.
A partir do próximo post ela já estará postando sozinha por aqui.
"Venus Williams, americana, 28 anos de idade, 7 títulos de Grand Slam e uma carreira no valor de U$ 21,921,346. Uma tenista experiente e muito respeitada no circuito de tênis, literalmente perdeu o respeito hoje na Rod Laver Arena.
Fui dormir ontem depois do jogo de Serena, quase 2 da manhã, acordei por volta de 6 da manhã e desci correndo para assistir ao jogo de Venus, pois adoro ver a mais velha das Williams jogar. Assisti o primeiro set e fui trabalhar; quando cheguei lá à primeira coisa que fiz foi entrar em um site pra terminar de ver o jogo e, quando vejo, Venus perdeu o segundo set. Até aí tudo bem, é bom um jogo equilibrado, não só pro tenista testar sua concentração, mas também para o público que paga caro para entrar na arena (que sonho em conhecer).
O terceiro set desse jogo foi uma coisa inacreditável, pra onde foi Venus Williams? Por que tenho certeza que na Austrália ela não estava. Abriu certa vantagem, perdeu certa vantagem, quebrou o serviço da oponente em hora importante e logo em seguida deixou a oponente quebrar seu serviço e, por fim, se entregou a derrota (2/6, 6/3, 7/5).
A oponente era Carla Suarez Navarro, uma espanhola de 20 anos, com o melhor resultado as quartas de Roland Garros e só. Nenhum título de WTA, nenhum Grand Slam e uma carreira que, segundo o Wikipédia, vale U$ 321,157.
Quando o jogo acabou, fiquei chocada e depois fiquei filosofando, pois derrotas como essa mostram a irregularidade existente nos grandes tenistas, ninguém é perfeito o tempo inteiro e Venus não conseguiu vencer uma Suarez Navarro motivada, ruim para a americana e bom para o tenista feminino, que aprende a conhecer novos nomes.
COISAS QUE ME MARCARAM NESSE JOGO
- Dona Oracene Williams na platéia, não conseguia nem olhar para quadra e não acreditando no que via, com certeza Venus levou uma bronquinha leve após o jogo.
- Venus não conseguindo abrir seu leque de jogadas por que Suarez Navarro estava imprevisível e confiante, perdeu total o que respeito pela número 6 do mundo.
- Fim de jogo, Venus sai de quadra sorrindo e acena para o público, mostrando simpatia e ótimo espírito esportivo. E o jornalista tentando entrevistar a vencedora depois do jogo, o que não aconteceu, por que a inexperiência e a timidez da jovem a deixaram falar apenas, sei lá, 3 palavras."
Muito acima da concorrência
Primeiro, antes de dormir, acompanhei os dois primeiros sets da partida entre Rafael Nadal e o croata Roko Karanusic, jogador de nível challenger, atual 92 do mundo que avançou à segunda rodada ao bater o francês Florent Serra no quinto set.
Karanusic usou como estratégia passar a bolinha para o outro lado, o mais alto possível. Resumindo, jogou do jeito que Nadal costumava jogar alguna anos atrás. Obviamente isso não deu certo, com o espanhol se sentindo confortável durante toda a partida. Resultado: 6/2; 6/3; 6/2. Na próxima rodada o líder do ranking enfrenta o alemão Tommy Haas, de quem nunca perdeu um set sequer.
Já Andy Murray fechou a programação contra o espanhol Marcel Granollers. Gosto do jogo do espanhol, que é um bom saibreiro e apareceu com um bom tênis ano passado. Nesse início de temporada ele já havia alcançado as semifinais em Chennai.
O escocês no entanto vem apresentando um tênis espetacular e, sabendo o momento certo de matar o jogo, não teve muitos problemas para vencer em sets diretos, por 6/4; 6/2; 6/2. Na próxima rodada seu adversário será o asutríaco Jurgen Melzer, cabeça 31, que, ano passado, no US Open, teve todas as chances de vencer Murray, abrindo dois sets e jogando o tie-break do terceiro set.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Bellucci, Daniel e os cangurus
Bellucci estreou contra Yen-Hsun Lu de Taipé. O oriental é o atual 61 do mundo, posição melhor que a do brasileiro. Mesmo assim, nos fóruns de internet, todos davam como certa uma vitória de Thomaz, apesar dos péssimos resultados no início de temporada.
Não foi bem assim que aconteceu. Lu venceu em sets diretos, por 6/3, 7/5, 6/4 e o brasileiro finalmente volta ao saibro, em sua última tentativa de se manter no nível ATP nesse primeiro semestre. Felizmente ele conseguiu entrada direta para os quatro torneios da gira sul-americana.
Já Marcos Daniel estreou contra o francês Jeremy Chardy, que é o 68 do mundo. Mais uma vez tinha gente dizendo que o brasileiro era favorito, apesar de nunca ter vencido um jogo de Grand Slam fora do saibro (onde só venceu um, após desistência). Obviamente o resultado foi frustrante. 6/4, 6/4 e 6/1.
Vamos torcer agora por um bom resultado na gira sul-americana, ou o tênis brasileiro vai viver um 2009 pior que o promissor 2008.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
De volta à ativa
Depois de duas semanas de loucura pura no trabalho, me dei alguns dias de férias, aproveitando o feriado de São Sebastião aqui no Rio de Janeiro. Aproveitei para não ter nenhuma notícia do tênis no Brasil e no mundo.
Já estou com alguns posts “de gaveta” preparados, mas vou tentar dar uma atenção especial para o Australian Open.
Obrigado a todos que mesmo nesse período sem atualizações deram uma passadinha por aqui para ver se havia alguma novidade.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Procura-se colunista
Voltei a ativa. Se as aulas ainda estão devagar quase parando, graças às chuvas que assolam o sudeste (nunca vi chover tanto no Rio), no mês de janeiro minha colônia de férias lá no clube já é tradicional. Sendo assim, escrever aqui no blog anda bem corrido.
Como o blog vem tendo um excelente número de acessos diários, gostaria de ter mais pessoas escrevendo junto comigo. Obviamente com textos de qualidade. Por isso, quem se interessar, escreva um comentário e venha fazer parte de, quem sabe, uma equipe de escritores.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Aberto de São Paulo
No sábado, vi João Olavo Souza, o Feijão, mostrar que tem jogo mas ainda é facilmente enrolado por jogadores mais experientes. Depois de jogar um set e meio muito bem (liderava por 7/6; 4/4), se viu numa situação difícil (0/40), se livrou com bons saques e cometeu o erro mais comum de jogadores novatos. Relaxou. Não tenho as estatísticas, mas com certeza os melhores jogadores dificilmente perdem games depois de sair do buraco. Já os outros devem ceder a quebra em mais de 50% dessas oportunidades.
Do outro lado da rede estava o chileno Paul Capdeville, um dos jogadores mais enjoados entre aqueles que jogam os torneios challenger. Apesar dos 25 anos tem bastante experiência em catimbar as partidas. Em Rabat no ano passado, enfrentou nas quartas-de-final Thomaz Bellucci e abandonou quando perdia por 7/5; 5/1 (30/0). No Us Open protagonizou uma batalha na primeira rodada contra Thiago Alves, que o bateu por 3 sets a 2.
O chileno enfrentou na final o campineiro Ricardo Mello, que nas semi passou em sets diretos pelo argentino Horacio Zeballos. o brasileiro começou o ano apresentando uma nova forma de sacar, ao estilo Fernando Gonzalez, onde inicia o movimento com a raquete no alto e sendo mais agressivo no forehand.
Entrevistado, Mello afirmou que com a nova técnica está tendo mais facilidade em fazer o contato mais alto com a bola. Isso é fundamental, ainda mais para um jogador de apenas 1,75m. Em relação ao seu jogo, é visivel que o aumento do percentual de primeiro saque em quadra tem sido um fator importante, pois o volume de pontos ganhos "sem jogar" aumentou consideravelmente.
Seu forehand está realmente mais agressivo, principalmente na quadra rápida, que aliás é sua favorita. Já o backhand continua deficiente, com a mão direita sendo responsável pela direção da bola, o que muitas vezes resulta em um golpe bastante atrasado. Mas como as pernas estão em dia, a movimentação acaba ajudando nesse fator.
Na final Mello começou atropelando Capdeville, abrindo facilmente 3/0, com duas quebras. Mesmo entrando no jogo o chileno não conseguiu concretizar seus break-points e Mello levou o set em 6/2. Na segunda parcial Capdeville começou a usar seu expediente favorito, que é usar a torcida contra para se motivar. Teve efeito contrário, visto que a quebra conseguida pelo brasileiro foi em uma dupla-falta do adversário.
Resultado final: Mello 6/2; 6/4. Campeão em São Paulo sem perder sequer um set. Um belo início de temporada para um jogador dado por muitos como acabado.