sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O fim do carpete

Essa semana que passou foi braba. Trabalhei pra caramba e quase não sobrou tempo para dar atenção ao blog. Aliás, não posso nem reclamar, depois de dois meses de chuva, com o número de alunos diminuindo, finalmente as pessoas começaram a voltar a procurar aulas de tênis. Bom para mim, que tinha visto a arrecadação cair demais e bom para o esporte, pois a procura tem sido principalmente de iniciantes.

Mas hoje meu tema não serão os iniciantes. Na última quinta-feira surgiu uma notícia de que a ATP vai, a partir de 2009, proibir os jogos em piso de carpete. A notícia é tão absurda que até agora estou duvidando da veracidade.

O argumento utilizado é que os jogadores que solicitaram, alegando excesso de lesões. A proposta afirma que os pisos de carpete serão trocados por hard courts.

Bem, quanto aos jogadores terem solicitado, já surgiram duas amostras de que não parece ter sido bem assim. Jo-Wilfred Tsonga e Mario Ancic já se levantaram contra. Quanto ao número de lesões, não precisa ser nenhum especialista em medicina desportiva para saber que as quadras duras tem tanto ou mais potencial lesivo do que o carpete.

Então, qual seria o real motivo dessa nova “regra”? Não sei, mas temo pela pasteurização do jogo. O tênis sempre foi um esporte aonde diferentes estilos sempre viveram em harmonia, cada um se destacando em uma superfície distinta.

Bons tempos onde a grama e o carpete eram as casas dos jogadores de saque e voleio, o saibro (vermelho e verde) dos jogadores de fundo e as quadras duras um misto dos dois.

Atualmente a grama está cada dia mais lenta, o saibro vai desaparecendo do calendário e a quadra dura vai crescendo cada vez mais em importância. Nada contra as Hards, mas com isso aos poucos o tênis vai perdendo um pouco da sua beleza.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Errata

Tava demorando para eu falar besteira.

Retiro o que disse sobre o Andre Baran. Ele NÃO estava na Davis.

Portanto não posso falar nada dele, inclusive, passarei a torcer por ele depois dessa minha pixotada.

Henrique Cunha


Outro dia falei sobre as esperanças brasileiras para o futuro. Citei Nicolas Santos, Fernando Romboli e principalmente Marcelo Demoliner. Na semana passada, em Porto Alegre, Henrique Cunha, paulista de Jaú, furou a fila e aos 18 anos conquistou seu primeiro título de torneio future.

Cunha chegou a ser o sexto do mundo no intrincado ranking da ITF, que combina simples com duplas e geralmente não mostra quem é o melhor juvenil, pois aqueles que chegam ao topo rapidamente partem para a carreira profissional. O brasileiro, por exemplo, mesmo com esse ranking não conseguiu passar das quartas de final em nenhum Grand Slam. Ele caiu na segunda rodada em Roland Garros, nas quartas em Wimbledon e na estréia no US Open. Em Queens, no entanto, Henrique Cunha venceu o título.

Seu maior momento, no entanto, foi em Roland Garros 2007. Cunha ficou "famoso" para os brasileiros por treinar com Roger Federer. Por ser canhoto, o suíço o escolheu para ter a oportunidade de treinar com alguém que batesse com a mesma mão que Rafael Nadal.

Nunca vi Henrique Cunha jogar, mas pode-se perceber pela foto (crédito para a revista Tênis) que ele é baixo, o que não é uma boa notícia. Sua especialidade são as quadras rápidas, o que se pressupõe que seu jogo de pernas seja excelente.

Seu primeiro ponto na ATP veio ao bater Andre Baran em maio, o que não foi nenhuma novidade (quem viu Baran treinando em Sorocaba na Davis sabe que o garoto tem uma "marra" inversamente proporcional ao talento). Daí em diante alguns pontinho e em Porto Alegre o primeiro título.

Como já disse, não vi o garoto jogando, então não posso dar opinião. Alguém de São Paulo pode falar mais dele? Pelo sim pelo não, continuo colocando algumas fichas em Demoliner e aguardo mais informações e resultados de Henrique Cunha.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Novos temas

Com pouco mais de um mês de blog e alguns leitores assíduos, recebi alguns comentários por aqui e outros via Orkut sobre os temas que deveriam ser tratados. Algumas pessoas querem que eu dê uma atenção maior aos fundamentos do tênis, falando para os iniciantes. Outros já pedem uma análise maior do circuito.

Comecei a escrever pensando em falar basicamente do circuito, contar algumas experiências engraçadas, curiosas e reveladoras. Porém, logo no início, os comentários eram pedindo que falasse de alguns fundamentos do jogo. Por isso fui para esse lado.

O saque, por exemplo, ainda não consegui concluir. Para falar da movimentação dos pés no fundamento, sem dizer nenhuma besteira, estou esperando um dia com um pouco mais de tempo para dar uma estudada no assunto. Sérgio, não esqueci não!

No domingo à noite, antes de colocar as fotos da Ana Ivanovic, passamos dos 2000 acessos, em menos de 40 dias. Analisando esses números observei que o pessoal acessa mais quando falamos de tênis brasileiro. Sendo assim, vou tentar focar nesse assunto.

Vou lançar algumas possibilidades de temas aqui e peço para que vocês digam sobre o que querem conversar nessa semana: Masters Series de Paris, Corrida para a Masters Cup, Resumo da Copa Petrobras, título de Henrique Cunha em Porto Alegre e Iniciação ao saque. Esses são os temas que tenho na cabeça para escrever por esses dias.

Opinem!

domingo, 26 de outubro de 2008

Musa



Como eu disse, em outubro teríamos algumas novidades por aqui e hoje trago a primeira delas.

Nosso amigo Tulio, da comunidade Tennis Masters teve o prazer de estar em NY durante o US Open e trouxe nada mais nada menos do que Ana Ivanovic para nós.

Divirtam-se

sábado, 25 de outubro de 2008

A transição

Em qualquer esporte existem aqueles talentos precoces, que maravilham a todos e surgem como promessas de profissionais de sucesso. No tênis não poderia ser diferente. Mas daí a se tornar uma realidade, essas promessas tem que passar por uma fase de transição muito dura, que vai separar aquele que vai viver do esporte daquele que vai viver de lembranças.

Aqui no Brasil temos dois casos clássicos e bastante famosos. Marcelo Saliola e Jaime Oncins. Os dois foram promessas de gênios, mas ficaram pelo duro caminho a ser seguido. Jaiminho ainda conseguiu uma bela carreira profissional, mas muito abaixo do que esperavam aqueles que o viram bater quando criança.

Outro dia ouvi uma história de uma promessa aqui do Rio de Janeiro, um garoto que não vou citar o nome, mas quem é do meio logo vai ligar a história a pessoa. A família desse garoto não tem condição financeira de bancar o tênis, e infelizmente, viu no garoto uma forma de subir na vida.

O garoto, que chegou a ganhar um Banana Bowl de 14 anos (bingo, já descobriram), foi convidado a treinar na Amil, o pai ganhou um carro (um conhecido meu que está patrocinando) e o sucesso subiu a cabeça.

Acreditem, nas etapas do Cosat, ele só queria falar espanhol, queria gente para carregar a raqueteira, etc. Não deu outra. Semanas depois perdeu o brasileirão para o Bernardo, de Teresópolis (quem não descobriu antes, descobre agora). Três meses depois de ir para a Amil, onde era apenas mais um, voltou para o seu clube, onde é o rei. Infelizmente, não deve estourar.

Não o conheço pessoalmente, prefiro não fazer juízo de valor, mas tenho certeza de que será um talento desperdiçado. Por isso, quando vemos jogadores como Franco Ferreiro, Caio Zampieri e João "Feijão" Souza jogarem fora o talento que têm, ficamos sensibilizados com a luta de Julinho Silva, Marcos Daniel e outros para viver do tênis.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Raquetes

Muitos que chegam para fazer aula me perguntam qual seria a raquete ideal para quem está começando. A resposta é sempre a mesma: Depende. Para falar de raquetes, é interessante que tenhamos algumas noções básicas sobre equilíbrio.

Simplificando um pouco, existem três tipos de raquetes: peso para o cabo (Head light), equilibrada e peso para a cabeça (Head heavy).

Peso no cabo: Raquete difícil de gerar aceleração, pois como a cabeça é leve, o ponto de equilíbrio é mais próximo do cabo. Isso diminuiu a potência gerada pela raquete, exigindo um movimento mais completo para gerar velocidade. Normalmente são indicadas para jogadores avançados.

Peso na cabeça: Raquete que ajuda a gerar aceleração, visto que o ponto de equilíbrio é mais próximo da cabeça. Funciona mais ou menos como um martelo, onde o peso na cabeça faz com que a aceleração seja máxima com qualquer movimento. Ajuda muito a fazer a bola passar da rede, mas dificulta bastante o controle.

Equilibrada: É um misto entre as duas raquetes. Não gera tanta velocidade, mas em compensação não se perde tanto em controle.

Obviamente não é só isso que se deve observar em uma raquete, mas é básico que antes de olhar qualquer outra característica do equipamento tenhamos noção do equilíbrio dela.