sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Jogos para sempre

Uma das séries mais interessantes sobre esportes que vejo nos dias atuais é o "Jogos para sempre" do Sportv, onde conta-se a história de um jogo que marcou época. Pensando nisso imaginei como seria transportar isso para o tênis. Quais os grandes jogos que marcaram os grandes jogadores?

Começaria com o maior jogo da carreira de Gustavo Kuerten. A semifinal da Masters Cup de 2000, contra Pete Sampras, em Lisboa, na única oportunidade que Guga conseguiu vencer o norte-americano. Os último game da partida é algo épico, para ver e rever.

Ainda com Guga eu lembraria da terceira rodada do US Open de 2001, contra o bielo-russo Max Mirnyi, onde conseguiu virar uma partida que perdia por 2 sets a 0 e foi jogada madrugada adentro e da final de Roland Garros em 2000, quando precisou de 11 match-points para bater o sueco Magnus Norman.

Já de Fernando Meligeni cabe um programa sobre a final dos jogos pan-americanos de 2003, em Santo Domingo, onde após salvar alguns match-points, conseguiu virar uma partida perdida contra o chileno Marcelo Ríos e se aposentar com a medalha de ouro.

E dos tenistas atuais? De Roger Federer poderíamos escolher entre as finais de Wimbledon 2007 e Hamburgo, também em 2007, ambas contra Rafael Nadal ou ainda na Masters Cup de 2003, na fase classificatória contra o norte-americano Andre Agassi ou no ano seguinte contra o russo Marat Safin, quando ganhou um tie-break por 20/18. Safin venceu o suíço em um jogo épico nas semifinais do Australian Open de 2005, por 9/7 no quinto set.

Rafael Nadal certamente teria como sua partida favorita a final de Wimbledon em 2008, onde conseguiu bater o suíço Roger Federer em seu templo. Ainda contra seu maior rival tem a final de Roma em 2006 onde salvou match-point no quinto set.

E para vocês, quais jogos seriam para sempre?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Colônia de Férias

Obviamente na colônia de férias da minha empresa não pode faltar uma introdução ao tênis. Nas duas semanas que passei praticamente o dia todo com as crianças, podemos perceber o que elas estão gostando ou não.

Em todos os dias, assim que elas chegavam, era certo de perguntarem se ia ter piscina. A segunda atividade mais requisitada era o tênis.

O grupo mais novo, entre 3 e 7 anos, apesar da óbvia dificuldade de acertar a bola, se divertia com exercícios de introdução ao tênis, tais como quicar a bola, jogá-la para o alto e retomar, lançar para um amiguinho, etc. No final, 90% deles conseguia devolver as bolinhas lançadas, executando algo tipo um "smash"

Já os mais velhos, entre 8 e 12 anos, já conseguiam, em sua maioria, bater na bolinha após ela quicar e, em alguns momentos, até conseguiam trocar algumas bolas.

Independente do que cada um conseguiu executar, o mais importante foi ter plantado uma semente em cerca de 45 crianças que, quem sabe, algum dia possam se tornar praticante do tênis.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Novos colunistas

Aos poucos o blog vai crescendo. Quando criei, meu objetivo era ter um caminho para expor minhas opiniões e fazer análises sobre tênis. Só que cada dia mais a coisa foi tomando uma proporção maior do que eu imaginava e sinceramente em alguns momentos não tenho tempo para manter atualizado.

Sendo assim convidei algumas pessoas para me ajudar nessa missão. Os dois primeiros que estão adicionados como colaboradores são o Fabrizio Tivolli, da Tivolli Sports, encordoador oficial do Brasil Open e que vai estar aqui falando de equipamentos.

A outra colaboradora é a Lays Guerrero, publicitária que está estudando jornalismo. A maioria dos seus textos serão do circuito WTA.

Outra novidade é o Google Adsense, propaganda do Google para gerar receita. Pensando um pouco a frente, quem sabe conseguiremos criar um domínio próprio? Portanto, se alguém quiser ajudar pode se sentir a vontade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Gira sul-americana

Mal saímos da Oceania, onde o Australian Open, como faz todos os anos, proporcionou excelentes partidas de tênis e o circuito da ATP já está dividido pelo planeta. Na América do sul ele só aparece por três semanas na temporada. Essa e as duas próximas.

Hoje começou o ATP de Viña Del Mar, no Chile, com a participação de Thomaz Bellucci e Marcos Daniel, que já foi eliminado, logo na estréia, pelo encardido italiano Potito Starace por duplo 6/4.

Não acho que podemos esperar muito de Daniel esse ano. Os challenger’s (seu ganha-pão) perderam importância e seu jogo é um pouco abaixo do nível ATP, mesmo no saibro. O sorteio das chaves e a escolha do calendário é cada vez mais importante para o gaúcho.

Bellucci por sua vez estréia contra um argentino, Juan Pablo Brzezicki, jogador de challenger’s que veio do quali. Avançando terá um jogo bastante complicado contra Jose Acasuso, quarto cabeça de chave. Torço muito para o paulista, pois essas quatro próximas semanas serão decisivas para seu 2009.

Thomaz ainda joga duplas com Martin “Segundo Saque” Vassallo-Arguello, sendo o único brasileiro nessa chave.

Thiago Alves está na África do Sul e não deu sorte no sorteio do ATP local, encarando o cabeça 1, Jo Wilfred-Tsonga.

PS: O “Segundo Saque” é o site de Arguello, muito famoso no mundo do tênis.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O melhor do mundo

Não vou falar hoje sobre o resultado da final masculina do Australian Open. Isso com certeza todos que aqui estão já sabem. Vou tentar buscar os motivos para tal resultado. Mas antes, tenho que lamentar o comportamento dos fãs xiitas que estão frequentando nossas comunidades de tênis no orkut. Caramba, depois do exemplo de civilidade (e por que não dizer amizade) que Rafael Nadal e Roger Federer apresentaram na premiação do Grand Slam australiano será que ainda cabe fãs de um quererem discutir com fãs de outros? Essa é a rivalidade mais saudável do esporte (não só do tênis) no século XXI.

E qual o motivo de Nadal ser o atual número um do mundo e derrotar pela quinta vez consecutiva seu maior rival?

Vamos tentar listar por tópicos as diferenças e características de cada um na partida de hoje.

Técnica - Federer é muito superior a Nadal. O suíço joga sem fazer força, enquanto Nadal necessita muito do físico para jogar. No entanto, vale ressaltar, que o espanhol evoluiu muito, principalmente de um ano para cá. Já acelera muito mais as bolas, mata os pontos que ela quica curta e principalmente, tem conseguido excelentes ângulos com seu backhand. Não basta a técnica para fazer Federer vencer.

Movimentação - Nadal é o melhor do mundo, talvez (muito provavelmente) de todos os tempos. E vinha usando isso a seu favor em todos os encontros contra Federer. Só que o suíço mostrou que em 2009 seu footwork melhorou demais. Tanto que hoje conseguiu excelentes pontos não só contra-atacando com passadas de esquerda com o punho, mas chegando em bolas que antes não chegava.

Tática - Na minha opinião é aí que Roger Federer poderia vencer mais vezes Rafael Nadal. A variedade de golpes do suíço é superior a do espanhol. Um de seus melhores golpes é o slice de esquerda, que incomoda bastante não só o espanhol quanto qualquer jogador que utilize uma empunhadura extrema como Nadal.

No jogo de hoje Federer decidiu que iria mais à rede (decisão acertada), colocando Nadal sob pressão em boa parte da partida e que iria atacar o backhand do espanhol. Esse foi seu maior erro, mas é perfeitamente justificável.

Nadal tem o forehand mais pesado do circuito, seu topspin incomoda todos que o enfrentam, o que o coloca em posição favorável manter seus adversários na defensiva. Já no backhand, apesar da bola subir, ela aparenta ser mais leve. Isso no entanto já não é mais uma grande desvantagem, visto que, como coloquei lá em cima, ele está conseguindo belos ângulos com sua "esquerda".

No US Open, Andy Murray conseguiu vencer Nadal fazendo ele bater tantos forehands quanto backhands. Por mais que o espanhil se desloque muito bem em quadra, é fato que ele não está acostumado a defender dos dois lados. Na partida de hoje, os melhores momentos de Federer foram quando conseguiu jogar o espanhol de um lado para o outro, terminando com uma aproximação à rede.

Bem, resumindo é isso. Acho Federer tecnicamente jogador, mas dentro da quadra Nadal já mostrou ser mais inteligente. Para o futuro não sei se o suíço tem disposição para mudar esse quadro, mas hoje o espanhol é o melhor do mundo.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Serena, a melhor que nós temos!

O jogo de hoje foi uma mistura de dúvidas com verdade. A principal verdade é que Serena Williams é a melhor tenista feminina, sem dúvidas, e sabe intimidar. E minha dúvida é, Safina ficou com medo?

Em apenas 58 minutos e com um 6/0 no primeiro set Serena atropelou Safina de uma forma inexplicável, a tenista é sim a melhor, mas Safina tinha jogo pra deixar a situação mais competitiva. Lembrei da final do US Open do ano passado, quando Serena jogou com Jankovic, mesmo deixando de aproveitar alguns oportunidades, Jankovic não se intimidou ao público americano e sua adversária, e conseguiu uma final equilibrada em 6/4 e 7/5, e Jankovic ainda tem que agüentar criticas duras ao tempo que ficou no primeiro lugar, acho que leis são leis, que faz mais pontos está no topo do ranking, a sérvia fez isso e mereceu o tempo que ficou lá (minha opinião!)

Mas vamos falar de tênis, não de pontos, Serena volta à posição que nesse momento é sua por direito, e uma posição que ela nem se importa. Aproveitou bem o seu primeiro serviço, e aproveitou a fragilidade do primeiro saque de Safina pra intimidar a adversária. Safina só pareceu acordar no primeiro game do segundo set, quando quebrou o serviço de Serena, mas Serena quebrou o serviço de Safina logo em seguida e confirmou o seu, caminhando assim pra vitória.

Safina, como ela mesma se classificou no discurso de vice, foi apenas uma devolvedora de bolas, uma pena, pra uma tenista no nível que ela se encontra.

Mas enfim, analisando pelo jogo, temos a campeã merecedora. Serena foi empurrada até a semifinal, e fez dois jogos bons pra ser campeã. Safina fez um torneio maravilhoso, e não aproveitou sua principal chance da carreira.

Serena agora é número 1, soma 10 títulos de Grand Slam e é a atleta mais rica da história, parabéns para a americana.

Para Safina foi uma experiência ruim e ela é nova, Roland Garros está aí e creio que Ana Ivanovic não terá condições de defender seu título com o tênis que vem jogando, e ano passado Safina foi a final. É uma ótima oportunidade para a russa desencantar, já que o saibro não é bem a especialidade das irmãs Williams.

É esperar pra ver.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Touro espanta zebra

Tudo bem que o título foi meio forçado, mas é verdade que Rafael Nadal, o "touro miúra", espantou a zebra Fernando Verdasco no Australian Open, no jogo mais longo da história do Australian Open, decidido apenas no quinto set, com parciais de 6/7; 6/4; 7/6; 6/7; 6/4, em 5 horas e 14 minutos.

Para aqueles que apostavam que o ex-namorado da bela Ana Ivanovic iria tremer frente a seu compatriota, a partida foi uma grata surpresa. Verdasco entrou em quadra disposto a lutar pela sua primeira (e talvez única) final de Grand Slam. Fugindo do backhand quase todo o tempo, atacou Nadal boa parte do jogo e mostrou que o líder do ranking sofre contra esse tipo de jogador nas quadras duras.

Apesar de vencedor, Nadal terá um longo caminho para levantar o troféu de campeão. Seu eterno adversário, Roger Federer, no dia anterior venceu o norte-americano Andy Roddick em sets diretos.

Se Nadal antes das semifinais poderia ser considerado favorito absoluto, após essa maratona ouso dizer que o suíço tem tudo para vencer e igualar o recorde de Pete Sampras em número de Grand Slams conquistados.