sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Australian Open

Saiu a lista dos jogadores inscritos no Australian Open e, como já era esperado, dois brasileiros conseguiram entrar direto na chave principal. Thomaz Bellucci e Marcos Daniel. Thiago Alves ficou como décimo terceiro alternate e dificilmente garantirá uma vaga sem jogar o quali.

Olhando a lista é curioso perceber que todos os top 115 estão inscritos, sendo que os 100 primeiros e mais quatro jogadores com ranking protegido (Juan Ignacio Chela, Taylor Dent, Stefan Koubek e Andrei Pavel) já estão garantido para o evento principal.

Entre os favoritos o grupo é o mesmo daqueles que terminaram o ano no topo: Rafael Nadal, Roger Federer, Novak Djokovic e Andy Murray no primeiro escalão e vários jogadores entre os que podem ser a grande surpresa do início da temporada.

A grande pressão está sobre Novak Djokovic, que pode sair de Melbourne como número 2 do mundo como pode ver Andy Murray chegar para brigar pela sua posição. Jo-Wilfred Tsonga também tem muitos pontos a defender do vice-campeonato de 2008.

Entre os brasileiros, Thomaz Bellucci pode surpreender pois está fazendo toda sua preparação visando as quadras rápidas. Já Marcos Daniel, que declarou que vai dar mais atenção ao saibro, dificilmente terá um bom resultado.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Jogadores baixos

Final de ano é aquela época onde procuramos assuntos para poder falar aqui no blog. Poderíamos ou partir para as fofocas ou falar de assuntos relacionados ao tênis. Prefiro a segunda opção. Para isso é fundamental ouvir as opiniões de vocês, para complementar meus posts.

Hoje vou falar sobre um assunto levantado pelo Thiago. Ele pediu dicas para seu jogo, afirmando ser baixo para o tênis.

Como em 90% dos esportes (até o futebol está entrando nessa), cada vez mais um tipo físico está sendo ideal para a prática do tênis. Se no handebol, vôlei e basquete os jogadores de mais de 2 metros de altura estão dominando, no automobilismo e no turfe são os menores de 1,75m. E no tênis.

Falando em termos de circuito profissional (não analisei dados, apenas estou comentando de olhômetro) são os atletas entre 1,85 e 1,95m que tendem a ter mais sucesso. E porquê isso?

Jogadores muito altos apesar de terem maior facilidade em sacar, terão dificuldades em devolver as bolas que para os “normais” estariam na linha da cintura. Para eles essas bolas estão lá no joelho.

Já os mais baixos precisam ter um jogo de pernas excepcional para percorrer o espaço que um grandalhão percorre com poucas passadas. Além disso, o “baixinho” é prejudicado no momento do saque, onde tem que golpear a bola para frente ao invés de para baixo e, como tem a envergadura menor, ao fazer o “swing”, precisa gerar maior aceleração em menor espaço.

Já os jogadores entre 1,85 e 1,95m conseguem reunir algumas das vantagens dos “gigantes” e por outro lado não perdem a agilidade dos “baixinhos”.

E quais seriam as dicas para os mais baixos? Treinar bastante o jogo de pernas, para conseguir se antecipar em todos os momentos, ter mais toque do que os demais, ou seja, ter uma maior variação de jogo, acertar um maior percentual de primeiro saque (sacar a cerca de 70% da potência máxima) e principalmente fazer o adversário jogar sempre uma bola a mais (ser regular, como falamos a alguns posts).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Beliscar um ATP?

Final do ano é sempre época de criar notícias, em qualquer esporte. No tênis não poderia ser diferente. Depois do assunto Thomaz Bellucci e a troca de técnico, a bola da vez é Marcos Daniel.

Em uma pesquisa rápida, achei entrevistas de Marcos Daniel ao final das temporadas de 2005, 2006 e 2007. Ou seja, todo final de ano, sem notícias relevantes, buscam alguma declaração bombástica. Felizmente o gaúcho é bastante pé no chão e não costuma dar essa brecha.

Porém, esse ano, Marcos Daniel declarou: Quero tentar beliscar um ATP.

Pronto, foi a festa.

Obviamente todos querem beliscar um ATP. Jogadores piores do que ele já conseguiram, em semanas inspiradas onde tudo conspirou a favor. Mas daí a ter isso como objetivo é um caminho muito mais longo.

Certamente Marcos Daniel sonha em um título de primeira linha. Mas também tem consciência que seu melhor resutado até hoje foi uma quartas de final.

Portanto, sonho e realidade estão distantes. O que ele deve fazer é trabalhar duro (como sempre fez), para unir os dois. Se o tal título vier, ótimo. Caso contrário, que seja um ano de bons jogos e mais um ano de top 100.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Promessas que podem estourar

Já que o post sobre as previsões para 2009 deu o que falar, principalmente no Orkut, vamos falar hoje dos jogadores que podem deixar de ser promessas e tem tudo para estourar em 2009. Não irei falar de Juan Martin Del Potro, Jo-Wilfred Tsonga e Gilles Simon, que já são realidade e sim daqueles que ainda estão um pouco abaixo.

Para mim a sensação da temporada vai ser o croata Marin Cilic. Ele já poderia ter terminado o ano de 2008 em grande estilo, mas uma contusão atrapalhou seu final de temporada. Já o letão Ernest Gulbis é um que está sempre a beira do “estrelato” e para muitos é apontado como a bola da vez. Apesar do enorme talento eu não colocaria minhas fichas nele.

Um pouco abaixo de Cilic eu colocaria dois jogadores. O japonês Kei Nishikori e o argetnino Eduardo Schwenk. Nishikori venceu seu primeiro ATP em 2008 e veio subindo de nível no decorrer da temporada.

Já Schwenk teve uma rápida ascensão no início da temporada, rivalizando com o brasileiro Thomaz Bellucci nos challenger’s no saibro. Porém, com a ajuda de uma boa chave avançou algumas rodadas em Roland Garros e conquistou boas vitórias no saibro europeu após o Grand Slam francês.

Espero para que Thomaz entre nesse grupo, mas não acredito que isso seja tão imediato. Mas não custa nada torcer.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Temporada 2009

Começam a sair as listas de inscritos para os primeiros torneios do ano que vem. Logo na primeira semana já vemos que Thomaz Bellucci vai deixar de jogar o Aberto de São Paulo, torneio de nível challenger, onde defende uma quartas de final, para se arriscar no quali do forte torneio de Brisbane.

Como tem vaga garantida no Australian Open o brasileiro prefere fazer a preparação final na Oceania para diminuir o desgaste da viagem. Isso mostra que Thomaz tem planos grandes para 2009.

Por outro lado pode ser algo perigoso, visto que com a perda dos pontos de São Paulo, corre sério risco de sair do Top 100, o que pode comprometer sua entrada nos torneios da gira sul-americana no saibro, onde a expectativa por bons resultados é muito grande.

Tudo isso é uma escolha, Thomaz está preferindo correr o grande circuito e nisso temos que dar todo o apoio. Esperamos que consiga furar o quali em Brisbane e andar uma rodada em Melbourne, o que lhe garantiria preciosos pontos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Regulariade

Essa é talvez a palavra mais importante no tênis. Para os iniciantes e intermediários, sempre, eu disse sempre, determina o vencedor de uma partida. Para os avançados, em boa parte das vezes também. Já entre os profissionais, cada vez mais isso também se torna uma regra.

O que justifica aquele senhor que joga aos domingos, batendo só de slice, da forma mais feia possível, vencer aquele outro que faz aula duas vezes por semana, tem excelentes golpes? A regularidade. Não adianta ter excelentes golpes se você só coloca 50% deles em quadra. O excelente golpe só vai ser vir quando ele funcionar sempre. Quando fizer parte do seu jogo, quando for regular.

Tenho dois alunos que são excelentes exemplos a serem citados. Um tem 14 anos e uma paralela de direita que dá gosto ver. O outro tem 19 e um saque que é praticamente impossível de devolver. Quem vê os dois batendo se impressiona e logo diz que jogam demais.

O grande problema é que a tal paralela entre uma vez a cada quatro tentativas e o ace vem sucedido de duas duplas-faltas. Resumindo, tenho alunos que são bem menos talentosos que os dois, mas sempre acabam vencendo, por serem extremamente regulares.

E como resolver isso? Jogo, muito jogo. Aulas com situação de jogo sempre, "punindo" o erro. Nunca fazer drills só por fazer, ter sempre um sentido competitivo neles.

Aí entra um tópico que comentei lá no início do blog. As aulas em grupo. Como vocês sabem, sou defensor delas, mas aplicadas de forma correta. Esses dois alunos são oriundos de locais onde faziam aula em grupo. Só que ao invés de situações de jogo eram expostos aquelas intermináveis filas, onde entravam, batiam duas bolas e esperavam dois minutos pra bater de novo. Dessa forma, até criaram bons golpes, mas nunca serão regulares.

E como fazer uma aula em grupo ter situações de jogo? Simples, vou contar um exemplo que aconteceu comigo ontem:

Depois de um interminável período de chuvas aqui no Rio de Janeiro, abriu finalmente um belo sol. Meus alunos de sete horas da manhã, que sabem que gosto de dar aulas pra muita gente e sabem também que podem ter mais tempo de quadra pagando menos desde que aceitem que um entre na aula do outro, resolveram aparecer todos juntos. Na verdade não foram todos, foram cinco.

Como fazer com que cinco pessoas que batem relativamente bem consigam jogar, se divertir e aprender ao mesmo tempo?

Simples, dividi em dois grupos, um de dois e outro de três. O lado com dois alunos sempre ficava com os dois em quadra. Já o com três jogava um de cada vez. E a partir daí fizemos vários exercícios onde o objetivo era que aquele que estivesse sozinho tivesse regularidade.

No primeiro exercício ele tinha que bater só na paralela, depois defender um smash para começar o ponto, depois uma esquerda rasante, uma bola aleatória e assim por diante. Ganhava o ponto, continuava em quadra, perdia saía. Perdia uma seqüência grande, ia para o lado com dois.

Resumo da aula: Todos saíram cansados, satisfeitos e muito mais regulares do que chegaram. O risco com que jogaram foi menor, pois um erro fazia sair.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Briga por alguns pontinhos

Se o calendário da ATP chegou ao final com a Tennis Masters Cup, os jogadores ainda brigam por alguns pontos jogando os últimos challengers e futures da temporada. Os últimos challengers do ano foram disputados nessa semana, em Lima, Cancún e no Japão.

E com isso continuamos a ver jogadores fazendo calendários que prejudicam um bom planejamento para o ano de 2009. Vou dar o exemplo do gaúcho Marcelo Demoliner, que começou o ano em 802º do ranking e está atualmente em 425º. Ele, que conseguiu um título de Future, havia terminado a temporada no início do mês. Inexplicavelmente apareceu na chave do Challenger de Lima. Além de perder na primeira rodada, parou a preparação para 2009 para viajar. A consequência disso pode ser péssima, atrasando todo o início de temporada.

Essa época do ano deveria ser utilizada para que os jogadores que tiveram um ano de 2008 ruim conseguissem alguns pontinhos. Por esse lado, Julio Silva, que aliás foi quem eliminou Demoliner no Peru, conseguiu andar uma rodada e somou cinco pontinhos. Sergio Roitman e Luis Horna foram outros que aproveitaram para diminuir um pouco o prejuízo.